[RECC-DF] A Luta pela permanência

Por Oposição Combativa, Classista e Independente (CCI) ao DCE-UnB

Lutar pela assistência estudantil é a lutar pela sobrevivência dentro da universidade, daqueles que necessitam do beneficio para continuar estudando. Compreendemos a necessidade de uma assistência que busca garantir a estabilidade emocional e econômica dos estudantes, para que possamos ter força para travar as demais lutas e garantir uma universidade que esteja a serviço do povo e não do capital.

A precariedade que permeia a assistência estudantil não é uma situação exclusiva em nossa instituição, mas também ocorre em diversas universidades nos fazendo entender um pouco da complexidade do problema. Atualmente mais de 10 Universidades Estaduais já declaram risco de falência, mas afinal o que nós temos haver com isso?

A precarização nas universidades, a falsa “crise econômica”, leva ao corte de gasto, aos ajustes, mas claro as elites não serão afetadas, quem sofrerá as conseqüências desta crise, que não criamos, somos nós trabalhadoras/res e filhas/os da desigualdade social. O corte de gasto, com recorte elitista, nos atinge diretamente e de forma cruel e desumano, o que leva no âmbito universitário evasão de alunas/os por falta da assistência. Em situações constrangedoras vivem as/os alunas/os da assistência. Atualmente em nossa universidade existem casos de alunxs em situação de rua, calouros que já caminham para o final do semestre sem se quer ter o resultado do seu estudo socioeconômico, o que infelizmente não é um problema novo, afinal essa “crise econômica” para pobre sempre existiu.

Velhos problemas da assistência estudantil, como: a burocratização nos estudos socioeconômicos, a demora dos resultados dos programas, valor de bolsa desligada da realidade econômica de Brasília, quantidade de bolsas insuficientes para a demanda da universidade, desligamento de alunos por “erro no sistema”, voltam a acontecer, durante a gestão da “reitora de esquerda”, que tenta esconder esses problemas por meio de diálogos com estudantes, como se um simples espaço consultivo apagasse o descaso com os programas voltados para a permanência do estudante pobre.

Entendendo que assistência é sobrevivência das/os alunas/os de renda baixa dentro da universidade, devemos tratar de forma mais incisiva para resolver as demandas da assistência estudantil, esse semestre já demonstrou que não será por meio de espaços consultivos que nossas demandas serão atendidas, que ultrapassemos esse meio burocrático da luta e avançamos para outros meios de luta realmente efetivos para atender nossa vontade e sanar nossas demandas. É através da mobilização e envolvimento das/os alunas/os,através de ocupações e barricadas, pichações e paralisações de aula que garantiremos nossa permanência nessa universidade cada vez mais elitista e excludente.

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