A repressão na câmara legislativa na paralisação dia 05/09: combater o governo e as mentiras da mídia com solidariedade e mobilização

Oposição de Resistência Classista (ORC/DF) – Trabalhador@s da Educação

“Do rio que tudo arrasta se diz que é violento. Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem.” (Bertolt Brecht)

No dia 05/09 (terça-feira) os professores paralisaram e se juntaram ao ato em frente à Câmara Legislativa que reuniu mais de dois mil servidores contrários à reforma da previdência do governo Rollemberg (PSB). O ato aconteceu no dia de votação do famigerado Projeto de Lei Complementar (PLC) 122/17. Seguranças, policiais legislativos e logo atrás uma fileira de policiais militares faziam a segurança dos deputados que iriam votar um projeto de lei contra o povo.

Com o avançar da hora centenas de servidores tentaram forçar a barreira de seguranças e policiais com o objetivo de entrar no prédio da câmara, onde a seção de votação seria supostamente aberta ao público. Mas foram reprimidos e empurrados. Até então nada grave havia ocorrido.

Depois de muita pressão a entrada foi liberada oficialmente, mas a polícia e os seguranças fizeram uma contenção absurda que obrigava os servidores a se apertarem e pressionarem ainda mais a entrada. Poucas pessoas haviam passado quando a polícia legislativa começou uma agressão absurda contra apenas um professor que também tentava passar, com o objetivo de prendê-lo. Alguns professores ainda tentaram soltar o camarada, mas também foram agredidos pelo número muito superior de policiais e seguranças.

A prisão do professor foi completamente injusta, covarde e arbitrária. Enquanto o nosso camarada estava detido na Coordenadoria de Polícia Legislativa (Copol), a polícia, por não possuir uma justificativa para efetuar a prisão acusou-o inicialmente de arremessar uma garrafa no cordão policial (mentira reproduzida pela mídia sensacionalista, tal como o fez o Correio Braziliense), porém, a mentira dessa versão logo veio à tona. Não havia nenhuma prova, não havia nenhuma testemunha, nem mesmo a suposta “vítima da garrafada” teve coragem de acusar o professor. Não tendo qualquer acusação real e com o acompanhamento do advogado do Sinpro, o professor foi liberado, mas tudo isso depois de ter sido agredido física e verbalmente, e ainda ter seu nome difamado nos jornais… eis a justiça imunda do estado brasileiro, sustentada ideologicamente pela mídia!

Portanto, está claro que foi um circo montado unicamente para achar um bode expiatório e reprimir a manifestação. Poderia ter sido qualquer outro servidor ou servidora, ou mesmo algum dirigente sindical, tal como ocorreu na repressão no eixão sul no dia 28 de outubro de 2015.

Não podemos aceitar mais essa agressão a nossa categoria! É fundamental reforçarmos a solidariedade de classe e a combatividade na luta contra a reforma da previdência do governo Rollemberg (PSB), sem cair no jogo manipulador da mídia e nas falsas ilusões criadas por deputados “aliados”. É necessário aumentar a nossa mobilização para exercer pressão real. Nossa conquista será do tamanho da nossa luta.

NÃO DESMOBILIZAR, NÃO SE INTIMIDAR, AUMENTAR A LUTA!

ABAIXO A REPRESSÃO, A MÍDIA SENSACIONALISTA E A REFORMA DA PREVIDÊNCIA!

NINGUÉM FICA PRA TRÁS!

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