Contra a estigmatização e perseguição daquelas (es) que lutam

Traduzimos abaixo o texto do site da CNT da Espanha a respeito da perseguição e criminalização contra o protesto social na Argentina, dias antes da reunião do G-20. A FOB se solidariza com as organização e camaradas presos e perseguidos. Estamos de acordo com o comunicado subscrito pela CNT e centenas de organizações.

OS SETORES POPULARES ORGANIZADOS CONTRA O AJUSTE, A MISÉRIA E O SAQUE NÃO SÃO TERRORISTAS!!!

CONTRA A ESTIGMATIZAÇÃO E PERSEGUIÇÃO DAQUELAS E DAQUELES QUE LUTAM!

PUNHO CERRADO AO INIMIGO, MÃO ESTENDIDA ÀS COMPANHEIRAS E AOS COMPANHEIROS!!

Dado o avanço repressor e a criminalizador do protesto social, as diversas organizações direitos humanos, movimentos social, feminista, política e sindical condenamos fortemente as ações da Polícia Federal liderados pela ministra Patricia Bullrich do governo Macri. Utilizando como um episódio desculpa de escracho ao túmulo de Ramon L. Falcon*, no cemitério de Recoleta, foi lançada uma nova campanha de estigmatização e criminalização pelo governo, neste caso específico contra o anarquismo.
A campanha da mídia e as declarações da ministra da Segurança, seguido por uma operação da polícia de ataques e detenções arbitrárias em diferentes espaços culturais e sociais, como a biblioteca e Ateneo Anarquista do bairro de Constituição e o Clube Social e Deportivo La Cultura Del Vizinhança em Villa Crespo, casas particulares, entre outros. São exemplos da política repressiva que este governo tenta instalar por força da violência e da fome por nosso povo.
É importante notar que esses fatos não são isolados, mas parte de uma política sistemática de estigmatização dos setores populares e várias organizações políticas e sociais, buscando a construção de inimigos internos, como foi o caso do relatório intitulado “RAM” para implementar o seu programa de morte e pilhagem do nosso território. A construção de um discurso de ódio para aqueles que decidiram frear o posto neoliberal, as demissões maciças e a precarização da vida é outra estratégia para criminalizar o protesto social. Mapuches, professores, investigadorxs, mídia alternativa, movimento de mulheres e dissidentes, os anarquistas, os imigrantes, sindicalistas, estudantes deixaram ou foram unxs após otrxs tomadxs como exemplos de todo o “mau” que devem ser reprimidos ou excluído. Tudo isto, após a votação do orçamento do FMI e tentando criar um clima propício à repressão em face da reunião do G20. Os setores populares organizados contra o ajuste, a miséria e os saques não são terroristas.
As diferentes organizações de direitos humanos, sociais e políticos que assinam abaixo nos solidarizamos com os vários espaços e grupos que hoje estão sendo apontados e perseguidos por este governo que salvaguardam os interesses de poucos; exigindo a liberdade dos camaradas detidos e a cessação da criminalização e perseguição.

  • Ramón Lorenzo Falcón (Buenos Aires, 30 de agosto de 1855 – ibídem, 14 de novembro de 1909) foi um político, militar e policial argentino. Foi chefe da Polícia da Capital (atual Polícia Federal Argentina), reprimindo com mão de ferro as manifestações operárias do início do século XX. Como resultado dos atos repressivos da chamada Semana Vermelha de 1909, em que a polícia sob seu comando matou aproximadamente 11 manifestantes em 1 de maio de 1909. Também participou do extermínio dos povos originários no final do século xix. Ele foi assassinado em um ataque do jovem trabalhador ucraniano Simón Radowitzky (1891-1956).

LINK ORIGINAL

http://www.cnt.es/noticias/argentina-contra-la-estigmatizaci%C3%B3n-y-persecuci%C3%B3n-de-lxs-que-luchan

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