28M – Dia de memória e luta! Edson Luis vive! Viva a revolta popular!

SEMANA NACIONAL CLASSISTA E COMBATIVA – DOURADOS, MS

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Todos os anos a RECC-FOB traz a memória das combativas e organizadas revoltas estudantis contra a ditadura empresarial-civil-militar (1964-1985) e ressalta a necessidade de mantermos essa chama de rebeldia acesa nas lutas atuais.

Na semana em que o crápula Jair Bolsonaro (PSL) comunica ao exército brasileiro que se comemore o dia 31 de março, cortejando mais uma vez em seu discurso os torturadores e as truculências contra o povo brasileiro, é dever de todas e todos que lutam rememorar nossos mortos, a viva resistência e revolta popular contra a ditadura.

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Desse modo, rememoramos a organização clandestina do movimento estudantil logo após o Golpe de 64 e a insurgência das ações diretas contra a Reforma do Ensino Superior em 1967, que tinha como objetivo fazer com que a universidade pública passasse a cobrar uma anuidade para que as/os estudantes pudessem permanecer, através de um acordo denominado MEC-USAID entre o Ministério da Educação e uma agência dos EUA, entregando a educação para o imperialismo. Logo no ano seguinte, em 1968, os estudantes secundaristas insurgem com grandes mobilizações no restaurante estudantil-popular Calabouço, organizando reivindicações por uma educação pública e gratuita, melhorias na alimentação do restaurante, melhores condições na estrutura do local e principalmente organizam ações contra a ditadura empresarial-civil-militar, unindo-se a luta dos trabalhadores e trabalhadoras do povo.

No dia 28 de março do mesmo ano (1968), durante uma manifestação no Calabouço com a presença de mais de 300 estudantes, o Estado com seus instrumentos de repressão ordenou que os seus capachos, a Polícia Militar, invadisse o local e atacassem todas e todos que ali estavam. Em meio aos disparos de metralhadoras, dentre muitos feridos e mortos, o estudante Benedito Frazão ficou gravemente ferido indo a óbito dias depois e o estudante secundarista Edson Luis foi assassinado com um tiro no peito. O corpo de Edson foi carregado pelas/pelos camaradas nas ruas da cidade do Rio de Janeiro até a Assembleia Legislativa, mostrando a população a verdadeira face da ditadura e da violência de Estado. Nos meses seguintes, o povo levanta grandes revoltas por diferentes lugares do Brasil, organizando passeatas e greves gerais contra as delações, torturas e mortes.

Neste dia 28 de março, a RECC-FOB Dourados/MS ressoou o grito da juventude combativa, retomando a memória da resistência das lutadoras e lutadores do povo como exemplo para as nossas lutas. Colocando como tarefa essencial das/dos estudantes unir-se ao combate das trabalhadoras e trabalhadores na cidade e no campo, à luta das mulheres, à luta pela terra dos povos originários, à luta pela terra dos camponeses e camponesas, à luta dos quilombos e à luta do movimento antirracista. Pela construção coletiva de movimentos sociais combativos e organizados pela base, pela ação direta e pela construção do Poder Popular.

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Historicamente, a repressão contra o povo é produto de um Estado Penal-Policial que criminaliza as/os que lutaram e que lutam por liberdade e que acreditam que outro mundo é possível.

Por isso, no dia 28 de março, a RECC-FOB Dourados-MS junto aos estudantes da Licenciatura em Educação do Campo da Faculdade Intercultural Indígena, junto a conselheiras da Retomada Aty Jovem e Kuñague Aty Guasu, que trataram, entre outras coisas, da luta vitoriosa contra a municipalização da saúde indígena, e estudantes de diferentes cursos da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), juntos dos quais rememoramos as guerreiras e guerreiros que aqui construíram suas trincheiras de combate. Relembramos sempre, pois, só o esquecimento é morte. Enquanto houver memória e luta, haverá vida!

Relembramos a companheira Dorcelina Folador assassinada com seis tiros pelas costas em 1999. Relembramos a luta do guerreiro Guarani e Kaiowá Clodiodi de Souza, assassinado pelo Estado brasileiro em aliança aos ruralistas e seus paramilitares, após retomada de uma área do tekoha, no massacre de Caarapó em 14 de junho de 2016. Relembramos Ambrósio Guarani e Kaiowa preso e perseguido por lutar pela terra. Relembramos a luta de Marielle Franco e Anderson Gomes, assassinados por um Estado racista e seus braços aliados de milícias. Relembramos a luta da companheira Dilma Ferreira, coordenadora regional do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) do Pará, assassinada no dia 22 de março à mando do grileiro Fernando Ferreira Rosa Filho. O mesmo, é também responsável pela truculência ocorrida dias depois contra um casal de caseiros e um tratorista que trabalham em sua fazenda, e que estavam insatisfeitos com o não-cumprimento de seus direitos trabalhistas e reivindicavam seus direitos.

Na conclusão do debate, as/os estudantes e lutadores presentes expuseram reivindicações de seus respectivos cursos, comunidades e territórios, demonstrando a continuidade da mobilização nos dias hoje, com a chama acesa da memória e da combatividade do povo da cidade e do campo.

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Pela Memória, Verdade e Justiça de todas e todos que tombaram em luta, por todos e todas que foram e são perseguidos, presos, torturados e assassinados, Nenhum minuto de silêncio e Toda uma vida de Luta! 

NÃO ESQUECEMOS, NÃO PERDOAMOS, E COMBATEMOS A VIOLÊNCIA DO ESTADO!

COMPANHEIRA DORCELINA, PRESENTE NA LUTA!

GUERREIRO CLODIODI, PRESENTE NA LUTA!

CAMARADA MARIELLE FRANCO E ANDERSON GOMES,

PRESENTES NA LUTA!

COMPANHEIRA DILMA FERREIRA PRESENTE NA LUTA!

A luta do povo do campo e da cidade vencerá!

Terra, Justiça e Liberdade!

AVANTE!

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