15M no Rio de Janerio

No último dia 15 de Maio, o chamado 15M, mais de dois milhões de estudantes e trabalhadoras e trabalhadores da educação em mais de 200 cidades saíram as ruas contra o corte no orçamento federal da educação e contra a Reforma da Previdência.

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As manifestações forma inicialmente pensadas contra a Reforma da Previdência. Esta afetará em muito as professoras. Os protestos ganharam maiores dimensões com os cortes no orçamente federal anunciado pelo Ministério da Educação e pelas declarações dos ministros e do presidente fascista. Neste sentido, os protesto se inserem numa jornada de luta desde 2012 pela melhoria da Educação, contra cortes no orçamento e contra a política de austeridade.

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Não é por acaso que o proto-fascista procura atacar um dos principais polos de mobilização no período recente. Numa cruzada contra a Educação o governo Bolsonaro-Mourão (PSL-PRTB) iniciou uma grande chantagem na tentativa de conseguir apoio para a Reforma da Previdência.

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Em várias cidades como Rio de Janeiro, São Paulo, Fortaleza, Goiânia e Brasília estudantes e trabalhadores formaram blocos autonomos de luta. No Rio de Janeiro o protesto ainda lembrou do genocídio do povo negro ao pichar os muros do Comando Militar do Leste lembrando o assassinato do músico Evaldo dos Santos Rosa e do catador Luciano Macedo, assassinados pelo Exército Brasileiro. Não por acaso a polícia reprimiu o ato no final tacando bombas de efeito moral e gás lacrimogênio.

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O objetivo do governo é a completa privatização do ensino. Para isso sua milícia antí-educacional e científica tem atuado para destruir as instituições de ensino e pesquisa. Os grandes grupos empresariais da educação que já dominam o ensino superior já começaram a atuar no ensino médio. Além disso, passaram também a controlar as editoras que produzem material didático. Os dois primeiros movimento começaram ainda no governo Dilma com a construção da Base Nacional Comum Curricular e a Reforma do Ensino Médio que tende a favorecer essas empresas pela padronização curricular nacional.

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Os protestos por um lado mostraram toda sua potencialidade de mobilização do setor da educação, mas por outro lado mostraram também a necessidade de construção de um movimento autônomo com base na ação direta. Ficou evidente que os sindicatos e movimentos ligados ao PT, PCdoB e PSOL fazem um movimento de desgaste do governo federal com intenções eleitorais. É preciso romper com essa lógica eleitoral socialdemocrata.

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Nas mobilizações contra a lei do teto dos gastos e contra reforma trabalhista a mesma lógica foi usada, pensando nas eleições presidenciais. Com isso, o aumento das mobilizações foi sabotado pela política das centrais socialdemocratas (CUT, CTB) e pelas centrais oficiais (UGT, Força Sindical, NNCST, UGT). O gigantismo das manifestações mostrou a possibilidade de mobilização, mas é preciso construir espaços autônomos de organização para não depender dessas centrais e paritos eleitoreiros.

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Nesse sentido é preciso construir esses espaços permanente de associação com vista a criação de blocos autônomos que consigam determina os rumos do movimento. Nesse sentido é fundamental construir a greve geral de 14 de junho pela base e com base na ação direta. Por isso as trabalhadoras e trabalhadores da educação e os estudantes podem ser fundamentais para paralisar a circulação de capital no país dado sua  presença em todas as cidades do país.

Abaixo à Reforma da Previdência!

Pela construção da Greve Geral Insurrecional!

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