14J-Bloco Autônomo no RJ

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     As centrais sindicais fizeram um chamado para uma greve geral nacional no dia 14 de junho, contra reforma da previdência e os cortes na educação. Entretanto, no Rio de Janeiro, as burocracias sindicais não utilizaram sua estrutura para mobilizar a classe trabalhadora e organizar de fato uma greve que parasse tudo, e isso se explica pelo próprio entendimento que elas tem do caráter e importância da greve geral.

     Diversos movimentos sociais se organizaram para a partir deste chamado tentar interromper o trânsito da manhã em diversas partes da cidade, diminuindo assim o fluxo de capital.

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     Ainda antes do sol nascer, às 5 horas da manhã, trancamentos de rua foram feitos pelos trabalhadores no Centro do Rio, Niterói (no caminho da ponte Rio-Niterói) e na Linha Vermelha direção Centro.

     Acompanhamos um trancamento organizado por movimentos sociais autonômos que teve como consequência um trânsito kilométrico por várias horas na Avenida Brasil e Ponte Rio-Niterói, duas viais principais de acesso ao Centro.

     Desde o início, a polícia acompanhou de perto o ato, que seguiu pela Francisco Bicalho em direção ao INTO,  onde ocorria um trancamento da Ponte organizado por outros movimentos.

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     Quando os dois atos se juntaram, a polícia realizou algumas revistas de mochilas de manifestantes, mas nada encontraram. Apesar do forte policiamento, muitos trabalhadores da região que não pararam suas atividades neste dia se demonstraram solidários a causa. O ato, agora maior, permaneceu ainda cerca de uma hora em frente ao INTO, antes de seguir em direção à rodoviária. No meio do caminho, a polícia tentou impedir ao menos duas vezes a passagem, fazendo uma linha em frente a manifestação e fazendo ameaças. Porém,  ainda assim o ato seguiu.

     Já próximo a Rodoviária, o comandante da tropa deu um tiro pro alto com bala de borracha e deu o comando para iniciarem  a dispersão com bombas de gás lacrimogênio e de efeito moral.

     Ao menos uma manifestante ficou com ferimentos na perna após uma explosão.

Veja o vídeo:

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     À noite, uma grande manifestação se concentrou na Candelária com dezenas de milhares de trabalhadores.

     O Bloco Autônomo esteve presente, dizendo não a reforma da previdência e cortes na educação assim como fazendo a crítica às burocracias sindicais, estudantis e partidárias. Outra palavra de ordem que tem ganhado força é o da própria greve geral, o que demonstra um avanço no entendimento da importância desta estratégia de luta. Um boneco com o rosto do presidente Bolsonaro (e uma placa “Fogo nos fascistas”) foi queimado, ao canto de palavras de ordem antifascistas.

     Nesta noite, diferente das manifestações anteriores, a polícia e o exército estavam em peso na Avenida Presidente Vargas, rua do ato, e no entorno. Próximo ao Comando Militar do Leste, vários carros forte, blindados e tropas extras faziam guarda. Fica evidente o medo que os superiores militares, elite e governantes têm do povo. Estão com medo de um novo 2013, um novo levante popular.

     Antes de chegar na Estação Central do Brasil, novamente a polícia agiu violentamente para reprimir a manifestação, que tentou revidar como pôde. Dessa vez, a polícia utilizou a tática de atacar pelas laterais, com pequenas tropas divididas em várias ruas. Além disso, simultaneamente ao avanço das tropas laterais, bombas eram jogadas no meio da massa. Dessa forma, os manifestantes acabaram se dividindo.

Veja o vídeo:

     Este episódio evidencia mais uma vez como o pacifismo e o legalismo das burocracias sindicais, estudantis e partidárias impedem a organização da auto defesa popular, favorecendo a uma rápida dispersão pela polícia após seus palanques eleitorais nos carros de som.

Somente a luta trará vitórias!

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