Roda de Conversa com uma Militante da IWW

Em Junho, foi realizado no CEFET/RJ uma roda de conversa da FOB, núcleo Rio de Janeiro, com uma companheira da IWW (Industrial Workers of the World- EUA), uma das organizações que constroem a CIT-Confederação Internacional do Trabalho. Outras organizações locais também tiveram membros presentes, como a ADAF-Ação Direta Antifascista e OATL-Organização Anarquista Terra e Liberdade. Foi debatida a conjuntura política semelhante entre Brasil e EUA no que se refere ao fortalecimento da extrema direita – que se da através da eleição presidencial e reorganização local e nacional. A luta antifascista em ambos países se mostra uma importante frente de atuação, apesar de suas especificidadades. No Brasil, o campo eleitoreiro tentou se apropriar dessa consignia, pacificando-a e a tornando uma mera ferramenta de cooptação eleitoral, totalmente distanciada da prática histórica de combatividade. Após a eleição presidencial e com a vitória de Bolsonaro para a presidência, pouco se fez para organizar de fato a luta antifascista, com exceção da esquerda não eleitoreira, cujo alguns grupos locais dispersos tentam alavancar essa luta. Nos EUA, a IWW teve um grande crescimento em número de filiados após a eleição de Trump e esteve presente nas diversas mobilizações antifascistas pelo país, que em geral, tiveram como objetivo bloquear localmente a organização fascista, seja em congressos, seminários ou até manifestações da extrema direita, organizando importantes contra atos. A atividade de inteligência tem também se mostrado fundamental no combate a articulação dos grupos fascistas, com exemplos práticos em ambos países. Fica a tarefa por parte dos antifascistas de modificar esse cenário de pacificação do antifascismo no Brasil, para enfrentar os desafios que virão.

Na roda, experiências foram trocadas: foi de grande interesse o trabalho da IWW nos presidos, que recentemente, através de comitês especificos para esse campo de atuação, foi realizado uma expressiva greve de presidiários. Nos EUA os detentos são obrigados a trabalhar dentro do cárcere e geram lucro para empresas que administram os presídios. Tem havido tentativas de se implantar no Brasil esse modelo de penitenciárias privadas, mas até então sem sucesso. Esta ainda é uma grande diferença no sistema carcerário dos dois países.

Outro tema bastante debatido foi o desafio de organizar os trabalhadores inseridos em novos formatos de exploração capitalista da mão de obra, como por exemplo, os trabalhadores de aplicativos (entregadores de comida, motoristas, etc). Fica como saldo a idéia de que organizar os trabalhadores que ninguém organiza é um grande potencial de ação, e também uma importante tarefa, seja o camelô do sinal, o terceirizado ou o trabalhador de aplicativos. Organizacionalmente, ficou óbvia a necessidade de construir atividades conjuntas entre as organizações sindicalistas revolucionárias do mundo, estreitando laços e avançando na luta.

ORGANIZAR OS TRABALHADORES, DESTRUIR O FASCISMO!

AVANTE A LUTA COMBATIVA INTERNACIONALISTA!

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