QUEM LUTA, EDUCA! Trabalhador(a) da Educação: filie-se ao Sindicato Geral Autônomo!

Sindicato Geral Autônomo (SIGA) e bloco autônomo (15/05/2019).

Boletim do Sindicato Geral Autônomo (SIGA-DF), filiado à FOBDistrito Federal e Entorno, julho de 2019.

[BAIXE O BOLETIM EM PDF AQUI]

Da alimentação ao administrativo, da limpeza à sala de aula: numa escola, somos todos trabalhadoras e trabalhadoras da educação. Terceirizadas(os), pessoal da carreira assistência, orientadoras(es) e professoras(es), cada um em sua função, porém estamos todos em um mesmo ambiente de trabalho realizando atividades complementares para que a educação aconteça, seja ela básica ou superior, pública ou privada.

Para um aluno aprender, é fundamental o professor, mas ele sozinho não basta. É necessário que a secretaria matricule, que as servidoras limpem as salas, que a mecanografia reproduza as atividades avaliativas, que o porteiro cuide da segurança e as merendeiras preparem os lanches.

DIVIDIR PARA CONQUISTAR…

Apesar disso, algumas situações dividem quem está no mesmo ambiente de trabalho, como:

  • Existência de sindicatos diferentes para cada categoria e tutelados pelo Estado;
  • Sindicatos diferentes do setor público e privado e dos níveis da educação básica, tecnológica e superior;
  • Burocratas sindicais interessados nos próprios privilégios e não na luta da base;
  • Salários e direitos com enorme diferença, como a falsa ideia de atividade-fim e atividade-meio;
  • Perseguição ideológica e falta de liberdade para organização sindical feito pelas chefias;
  • Individualismo, corporativismo e falta de empatia, solidariedade e invisibilidade sobretudo com terceirizados(as);

Dividir os adversários é uma antiga tática de guerra. Tática que é utilizada hoje pelos governos e empresas que preferem ver as categorias em sindicatos diferentes, lutando cada uma pelo seu. Isso impede que os trabalhadores se reconheçam como classe e que, unidos, lutem contra o estado e o capital, que são nossos inimigos comuns.

Para piorar, os sindicatos oficiais também aceitam a desunião. Não querem o fim do capitalismo. Agem acomodados com as leis dessa economia e política selvagem. Pois muitos dirigentes sindicais se beneficiam de pequenos privilégios. Criam carreira na diretoria, ganham liberação do trabalho e aumento de sua remuneração, direito de estabilidade, fazem turismo às custas da contribuição dos filiados. Já chega de pelegos!

UNIR PARA LIBERTAR!

Estamos construindo um sindicato revolucionário! No ramo da educação, lutamos para:

  • Construir o Núcleo de Trabalhadores(as) da Educação do SIGA para unificar o ramo;
  • Realizar lutas comuns entre os setores público e privado, da educação básica, tecnológica e superior;
  • Igualdade no sindicato em que o poder esteja na base, por local de trabalho e moradia;
  • Aumento salarial e ampliações de direitos para reduzir diferenças entre as profissões e dar estabilidade;
  • Liberdade de pensamento, expressão e organização sindical nas escolas e universidade públicas e privadas;
  • Empatia, solidariedade e união entre as diferentes categorias: Um por todos, todos por um!

Defendemos um sindicato do ramo da educação. Ele é baseado na união das diferentes profissões de um mesmo ambiente de trabalho, no caso a escola ou faculdade/universidade. Não aceitamos a diferença feita nas letras da lei e justiça burguesas entre atividades-fim e atividades-meio. Isto serve para dividir os trabalhadores e nos colocar uns contra os outros, reduzir direitos e criar diferença salarial. Nem aceitamos que o reconhecimento de um sindicato seja feito pelos critérios do Estado. São os trabalhadores filiados que reconhecem suas entidades. É com o poder de pressão das greves e ruas que garantimos vitórias. O conjunto da educação depende da cooperação do nosso trabalho. A vida é maior que a lei. É hora de nos unir! Nós somos a força coletiva da educação! Uma só luta!


TRABALHADORES(AS) NA EDUCAÇÃO PARTICULAR

No último ano, o aumento médio das mensalidades escolares alcançou 10 pontos percentuais acima da inflação. Já o salário de professoras e professores que atuam no setor privado teve apenas 1 por cento de ganho real. Ainda assim, o empresariado tenta aumentar seus lucros com violações das leis trabalhistas. As denúncias registradas no Distrito Federal durante o primeiro semestre de 2019 incluem irregularidades no FGTS, INSS, 13º, férias e vale-transporte, além de atrasos no pagamento dos salários. Neste período, também houve tentativas de contratação sem carteira assinada, e de acabar com direitos históricos estabelecidos por convenção coletiva de trabalho, como estabilidade durante o período letivo e às vésperas da aposentadoria.

Recentemente, em mais de uma ocasião, docentes reagiram a estes acintes com protesto e paralisação, mostrando que a conjuntura exige uma atuação para além dos estreitos limites burocráticos impostos pelas classes dominantes. Contudo, estas heroicas ações isoladas só se tornarão realmente fortes e integralmente vitoriosas quando rompermos limites de cargo, empresa, setor e localidade. Para isso, é necessário um sindicato que reúna toda a classe trabalhadora da educação, e de outros ramos, sem a tutela do Estado.

Participe! Filie-se ao Sindicato Geral Autônomo!


TRABALHADORES(AS) NA EDUCAÇÃO FEDERAL

A situação das universidades públicas e institutos federais no Brasil vem se precarizando ano após ano. Cortes de verbas vem sendo aplicados desde o início da crise econômica, ainda no Governo Dilma. O Governo Bolsonaro, um claro opositor da ciência e da universidade pública, já anunciou corte que inviabilizariam o funcionamento das universidades e institutos federais. Na UnB um dos pontos que estão na mira do governo é a URP, a retirada faz com que os salários dos servidores públicos reduzam em mais de 26%. Se para um professor universitário isso significa uma perda gigantesca, para os técnicos administrativos esse corte salarial é ainda mais significativo. Combinado à perda salaria, corte nos orçamentos das universidades e institutos federais ainda temos em curso a reforma da previdência que tem como alvo principal justamente os servidores públicos federais.

Em meio a esse caos e ameaça sistemática aos direitos as alternativas de mobilização ainda permanecem extremamente burocráticas e corporativistas. Os ataques vêm para todos os trabalhadores, em maior ou menor graus, logo a resistência tem que ser unificada e é fundamental que venha de baixo para cima. É neste sentido que nós do SIGA convidamos a todos/as servidores/as públicos federais a se unir conosco na luta para barrar a reforma da previdência, os cortes na educação (básica e superior), a precarização das relações de trabalho.

Por um sindicalismo não-corporativista e de base! FILIE-SE AO SIGA!


TRABALHADORES(AS) NA EDUCAÇÃO PÚBLICA

As eleições no SINPRO são um mecanismo antidemocrático para a reeleição eterna dos burocratas. Por mais que seus diretores digam o contrário, o SINPRO-DF é uma estrutura antidemocrática que tem como função colocar as lutas dos professores e orientadores sob a tutela do Estado burguês, tendo os burocratas sindicais (os principais dirigentes) como intermediários. As eleições são parte desta estrutura. As condições para a participação são desiguais. A chapa de reeleição não fica afastada durante o processo eleitoral, como ocorre em alguns sindicatos.

Assim, ela tem em suas mãos todos os recursos do sindicato, e alguns dos diretores liberados do trabalho, enquanto os membros das demais chapas continuam a trabalhar. O processo eleitoral é propositalmente mal divulgado (a não ser na reta final da campanha). Isto dificulta a participação e o debate de ideias e projetos. A diretoria promove a despolitização e o personalismo.

Logo após as eleições, o Sinpro, um dos maiores sindicatos do Brasil em termos de filiados e finanças, joga um balde de água fria nos trabalhadores ao anunciar que não haverá um ato de rua massificado como deram a acreditar. Chegaram a citar que haveria caravanas dos estados para Brasília! Agora vêm com a ladainha que em dia de greve geral não é necessário ato, pois já se está parando a produção. Assim perdemos o momento que poderia ser o ápice da mobilização conjunta da classe trabalhadora no DF.

CONSTRUIR O SINDICALISMO REVOLUCIONÁRIO!


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