SIGA-DF constrói Bloco Autônomo na greve nacional da educação

No dia 13 de agosto, o Sindicato Geral Autônomo (SIGA) construiu um Bloco Autônomo de trabalhadoras/es e estudantes para intervir na Greve Nacional da Educação. Construímos a greve nas nossas escolas (públicas e particulares) e cursos superiores, dialogamos com o povo contra a Reforma da Previdência e os demais ataques aos direitos do povo (especialmente no dia 12 de agosto, dia nacional de ações puxado pela FOB).

Aos gritos de ordem “Nem Bolsonaro, nem o PT! Trabalhadores no Poder!”, “Pra defender a Previdência, é barricada, ação direta e resistência!”, além da distribuição de panfletos e adesivos, o Bloco Autônomo buscou estabelecer um contraponto organizado e combativo à concepção pelega e burocrática da CUT, Sinpro/CNTE, UNE, e também dos partidos eleitoreiros que de cima do carro de som falavam em nome dos trabalhadores.

No entanto, o ato convocado pela burocracia sindical foi esvaziado. Mas por que isso aconteceu? Alguns fatores são: 1) A burocracia sindical e partidária utilizou o ato do início ao fim para palanque eleitoral. O povo está cansado de ser utilizado de massa de manobra; 2) Apesar de sua estrutura milionária a burocracia sindical e partidária não constrói a mobilização pela base. Eles falam de democracia pra conseguir o poder, mas possuem uma estrutura sindical autoritária, onde eles mandam e vivem sem trabalhar, e o povo obedece e segue sendo explorado. A burocracia sindical chega ao cúmulo ao explorar terceirizados pra carregar balão e distribuir panfletos em atos.

Chega de mentiras. Enquanto estudantes pobres perdem a bolsa, terceirizados são demitidos e professores acumulam doenças de trabalho, os burocratas vem falar de esperar as próximas eleições? O que o Brasil precisa é de uma grande greve geral, combativa e construida pela classe trabalhadora a partir dos seus locais de trabalho, estudo e moradia.

Precisamos reforçar as fileiras de um sindicalismo que acredite no povo explorado e na sua justa revolta. O povo não deve ser governado melhor, ele precisa exercer o seu poder, através da sua ação e organização. Esse é o caminho do sindicalismo revolucionário: construir a voz e o poder dos próprios trabalhadores, sem falsos líderes, sem partidos eleitoreiros. Só assim não teremos mais “protestos vãos”, como diria o hino da Associação Internacional dos Trabalhadores. Estudantes e trabalhadores, filiem-se ao Sindicato Geral Autônomo (SIGA)!

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