Operários/as da confecção do interior paulista reivindicam quarentena

Por RMC

As empresas faccionistas, ou seja, que estendem a terceirização para outras de médio e pequeno porte, como no ramo da confecção & vestuário, corte & costura, no interior paulista, estão colaborando para o agravamento do contágio do COVID-19. Descumprindo e burlando as medidas sanitárias para a proteção do quadro funcional de trabalhadores e trabalhadoras, negando o direito a quarentena e ao isolamento social, as fábricas e oficinas continuam a funcionar como nada estive acontecendo.

As oficinas prestadoras de serviço da fábrica Degrade, localizada no município de Porto Feliz/SP, vem sofrendo sérios abusos da patronal pelo interior. Encarregados agindo como verdadeiros capangas, negligenciando e colocando em risco as vidas das trabalhadoras e trabalhadores. As denúncias ao Ministério Público do Trabalho, Ministério da Saúde e Anvisa surtiram efeitos através da ação direta de muitos trabalhadores que se usaram de instrumentos legais para proteger suas vidas. Porém, no caso da fábrica FTF Confecções, localizada no município de São Miguel Arcanjo, 20 trabalhadores/as foram mandados embora.  Na fábrica COLENS, de confecção de uniformes, no mesmo município, mulheres sexagenárias enfrentam o medo e algumas já se insubordinaram para proteger suas proles.

Exigimos a readmissão dos operários e operários que se encontram em período de teste, portanto são usados/as como mão de obra descartável pela empresa, em um município onde o setor de confecção reagrupa a mesma força de trabalho do campo a custo baixíssimo. Exigimos o cumprimento das medidas emergenciais de segurança trabalhista e sanitária já!

Atualmente tomamos conhecimento da mobilização de caráter internacionalista promovida pela CIT (Confederação Internacional do Trabalho) através da FAU (Freie Arbeiterineen- und Arbeiter Union), organização sindical Alemã, que promoveu uma conferência no ramo têxtil em Jakarta, capital da Indonésia e na Sri Lanka. O diálogo com a federação local de Jakarta, a FBLP (Federasi Buruh Lintas Pabrik) levantou questões acerca da luta antipatriarcal no setor, ressaltando a importância da mulher proletária, isso é muito importante para nós operárias e operários em todo mundo! Depois de uma jornada com organizações classista do sudeste asiático, que resultaram na Conferência Internacional de Sindicatos do Setor Têxtil nos animamos e declaramos que: somente a solidariedade proletária internacionalista pode contornar essa situação que, além de todos os problema, hoje a nível mundial, a quarentena, isolamento social, segurança alimentar e nutricional  deve ser um direito universalizado e inviolável.

Greve Geral pela Saúde Pública!

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