João Pedro, 14 anos, mais um jovem negro assassinado pelo Estado

João Pedro, 14 anos, mais um jovem negro assassinado pelo Estado

João Pedro, 14 anos.
Mais uma vítima do genocídio realizado pelo Estado Brasileiro.
Na tarde de segunda feira, dia 18 de maio de 2020, enquanto brincava com seus primos, João teve sua casa invadida e foi assassinado pela Polícia Civil de Wilson Witzel e pela Polícia Federal de Jair Bolsonaro. Além do assassinato, os agentes do Estado ocultaram seu cadáver durante mais de 12 horas, só aparecendo no IML de São Gonçalo na madrugada de terça-feira (19).

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João se junta as centenas de crianças mortas pelo Estado Brasileiro que através de suas polícias aprofunda o genocídio do povo preto e pobre nas periferias do Brasil. Segundo seu pai “A polícia chegou lá de uma maneira cruel, atirando, jogando granada, sem perguntar quem era” ou seja, a história de Agatha Félix, Marcus Vinícius e Kauã Rosário, crianças mortas pela ação da polícia, se repete.

Witzel através de seu discurso demagógico de “defender a vida” em meio a pandemia, solta sua polícia para os territórios periféricos do Estado. Além de João Pedro, nesta segunda houve o assassinato de Iago César, 21 anos, na favela de Acari, pelas mãos da Polícia Militar. Na última sexta, dia 15, o BOPE realizou uma verdadeira chacina com o saldo de 13 mortes no Complexo do Alemão. Somadas, essas 15 mortes ajudam a desvelar que o discurso de “mirar na cabecinha” continua na ordem do dia.

Nós, sindicalistas revolucionários, nos solidarizamos com as famílias, denunciamos o caráter genocida do governo do Capital e continuamos a defender a ideia de construir um mundo novo onde crianças e famílias não tenham seus sonhos e projetos destruídos pela mão assassina do Estado.

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