Fortalecer as campanhas de Apoio Mútuo! Solidariedade é mais que palavra escrita!

Fortalecer as campanhas de Apoio Mútuo! Solidariedade é mais que palavra escrita!

A atual crise do Covid-19 gerada pela expansão do capitalismo pelo mundo vem assassinando milhares de pessoas, precarizando ainda mais as condições de trabalho e no Brasil, potencialmente retornando o cenário de desemprego e fome, tão conhecido por nós.

Porém também vem pipocando em todas as partes campanhas de solidariedade para auxiliar nosso povo a passar por esse momento difícil. Pois enquanto o reacionário Bolsonaro faz piada com a Covid-19 e com o sofrimento da população, chovem de ações de solidariedade impulsinadas autonomamente. Porém é preciso separar o apoio mútuo do assistencialismo.

As campanhas de caridade criadas por igrejas e o assistencialismo tem sua valia, pois “quem tem fome tem pressa”. Porém não servem ao horizonte revolucionário pois não coloca o povo como protagonista, olham o povo de cima, sem envolve-los nas ações concretas de solidariedade, seja na expansão da rede, seja em saber quais são as necessidades imediatas daqueles que irão receber doações, por exemplo.

A perspectiva do Sindicalismo Revolucionário é distinta. Busca o enraizamento dessas campanhas com práticas permanentes e a disputa territorial com o Estado e capitalistas, construir formas de manutenção da vida do povo pobre para que não sejamos mais mão de obra descartável na mão dos capitalistas. Visa o horizonte onde não haja mais explorados nem exploradores. “Tomar as cidades e fazê-las como queremos – Resoluções I ENOPES”.

Socialismo Estatista e o socialismo AntiEstatista.

Uma parcela do socialismo estatista defende que é necessário que o Estado salve o povo diante da crise pandêmica. Sabemos a quem o Estado serve, e serve aos ricos. Enquanto Bolsonaro e Guedes correram para socorrer bancos e empresários, demoraram semanas até que se elaborasse um plano de transferir MISEROS 600 reais para trabalhadores atingidos pela pandemia através do auxílio emergencial. Enquanto isso, o aperto, as dívidas e a fome encurralavam a nossa classe.

A tarefa dos socialistas antiestatistas hoje é auxiliar nosso povo a sobreviver, desenvolvendo e ampliando essas práticas mutualistas para que se possa criar autonomia organizativa popular frente ao Estado e ao capital. Mas também reivindicar ao Estado, pois este suga grande parte da riqueza produzida pelos trabalhadores e utiliza esse recurso para exterminar nosso povo através do colapso sanitário, urbano e ecológico. Diante da política da morte, do genocídio capitalista, sobreviver também é uma forma de resistência!

 A IMG_20200330_163405155militância da FOB no Brasil, mas em especial no Ceará, vem desenvolvendo, ainda que de forma embrionária, essas práticas. Em duas semanas de abril conseguimos algumas centenas de quilos de alimento e algumas centenas de itens de material de higiene individual e coletiva. Todo esse material foi entregue em comunidades. Uma delas é a Raízes da Praia. Ocupação urbana com várias famílias, coordenada pelo Movimento dos Conselhos Populares – MCP. Essa ocupação existe a mais de uma década e sofre com a falta de saneamento e oportunidades.

Outra experiência que conta com nossa humilde força foi o surgimento do movimento solidário Bom Jardim na Luta, no Bairro Bom Jardim, um bairro periférico de Fortaleza. Lá, de forma autônoma, moradoras e moradores desse imenso bairro estão conseguindo coletar doações e resolver o problema primeiro: a fome.

 

FORA OPORTUNISMO ELEITORAL!

Enquanto uma parte da esquerda brasileira foca nas eleições de 2020 visando as de 2022, ambas podem nem ocorrer. A primeira devido a pandemia, a segunda devido a um golpe de Estado no sentido clássico do termo. As alianças que qualquer partido fizer para chegar ao poder em 2022 passará necessariamente pelo apoio de ruralistas que assassinam nosso povo nos campos e florestas, industriais que nos impõem salários de miséria e outras frações de elite brasileira. Portanto, não salvará o nosso povo!

Políticos vão querer se aproveitar da miséria que se avizinha para criar bases eleitorais. Não podemos permitir que as ações de Apoio Mútuo e solidariedade se transformem em palanque eleitoreiro ou plataforma eleitoral.

É preciso fortalecer essas campanhas, construir ambientes de produção coletiva nas comunidades, desde hortas em canteiros à produções de sopões para aliviar a fome que nos assola. A coletividade é a nossa saída!

SÓ O POVO SALVA O POVO!

FORA BOLSONARO!

CONSTRUIR O PODER DO POVO!

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