Pela liberdade dos presos políticos Mapuche: avante a digna revolta dos povos!

Pela liberdade dos presos políticos Mapuche: avante a digna revolta dos povos!

Os Mapuche, primeiro povo a derrotar a coroa espanhola durante a colonização através das guerras de resistência, segue expandindo os sonhos dos revolucionários do mundo através de sua luta ancestral e anticapitalista. Para recuperar o grande território originário, Wallmapu – que abrange grande parte das regiões centro-sul do Chile e Argentina -, os Mapuche, através de diferentes organizações, ampliam o combate contra os Estados historicamente responsáveis pelo desterro e extermínio do povo.

A história de resistência Mapuche remonta inclusive à experiências de um sindicalismo anticolonial que organizou os migrantes deste mesmo povo que trabalhavam como padeiros nas grandes cidades, para onde foram forçados a mudar para assumir diferentes postos de trabalho superexplorado, com o peso do racismo das oligarquias do país em suas costas. Os sindicalistas do pão, em sua maioria mapuche, mantiveram a estrutura mutualista das sociedades de resistência de um sindicalismo em vias de capitulação no Chile desde a década de 1920. Na Argentina, a repressão vivenciada durante a Patagônia Rebelde, as chacinas contra os trabalhadores e população do campo ocorrem justamente em território mapuche, poucos anos após a criminosa “Conquista do Deserto”.

A repressão dos Estados contra os Mapuche segue encarcerando e matando: frente à nova emergência revolucionária dos povos desde a década de 1990, em especial diante dos novos levantes protagonizados pelos Mapuche pela recuperação de seus territórios ancestrais em oposição ao neoextrativismo, muitos guerreiros, porta-vozes e autoridades espirituais foram criminalizados por lutar. As prisões mais recentes demonstram a questão. Ao menos desde 2014, quando encarceraram o machi (autoridade espiritual) Celestino Córdova, se multiplicam as rebeliões populares e, detrás das grades, as greves de fome em defesa dos presos políticos mapuche. É importante citar também Facundo Jones Huala, preso político mapuche da Argentina, extraditado para o Chile em 2018 através de um acordo repressivo entre os dois países. Todos esses acontecimentos, entre outros, são acompanhados de assassinatos contra diferentes comunidades, à exemplo da execução de Rafael Nahuel em 2017 e Camilo Catrillanca em 2018.

Com o novo ciclo de lutas aberto pela eclosão da insurgência popular chilena, as bandeiras do povo mapuche tremulando nas principais cidades do país enviam um recado: os pilares da civilização burguesa e da colonização estão ruindo. Os mártires do povo voltam para assombrar as velhas oligarquias latifundiárias e industriais, os patrões e militares responsáveis por tantos túmulos.

Após a prolongada greve de fome – de mais de 100 dias – dos 27 presos políticos mapuche, concluída em agosto de 2020, o chamado à luta dos povos ecoou para além das fronteiras. Desde nossos territórios, ergueremos a bandeira de liberdade para os presos políticos mapuche, pois entendemos que sua luta é a luta da classe trabalhadora, e também de todos os povos oprimidos do mundo, Devemos recuperar os métodos de combate: sabotagem, ação direta, greve, ocupações de terra e moradia, organizando nossos territórios para o enfrentamento final.

AVANTE O INTERNACIONALISMO PROLETÁRIO E DOS POVOS!
LIBERDADE PARA TODOS OS PRESOS POLÍTICOS MAPUCHE!
MARICHIWEU! DEZ VEZES VENCEREMOS!

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