PELOS NOSSOS MORTOS NEM UM MINUTO DE SILÊNCIO, MAS TODA UMA VIDA DE LUTA

Viviane Soares, de 40 anos, e Maria Célia de Santana, de 73 anos, estavam conversando na porta de casa quando foram alvo do tiro dos policiais que, de acordo com o testemunho dos moradores, já chegaram atirando.

O genocídio promovido pelo Estado racista através do seu braço armado, as polícias, cresce e se intensifica cada vez mais. Na última sexta-feira, dia 4 de junho, em Curuzu, Salvador, mais duas mulheres pretas foram covardemente assassinadas pela polícia.

Viviane Soares, de 40 anos, e Maria Célia de Santana, de 73 anos, estavam conversando na porta de casa quando foram alvo do tiro dos policiais que, de acordo com o testemunho dos moradores, já chegaram atirando.

Viviane Soares era manicure e deixa um filho de apenas 10 anos. Ela havia perdido o sobrinho de 7 anos, Railan Santos, em novembro de 2020, em um crime semelhante. A criança fora assassinada em uma ação policial no mesmo bairro enquanto acompanhava uma partida de futebol.

A história de vida e as mortes trágicas de Viviane Soares, Railan Santos, Maria Célia e Kathlen Romeu dão dimensão à tragédia racial que fundou esse país e que é perpetuada e agravada todos os dias pelo sistema capitalista. É preciso parar o genocídio! Construir a autodefesa do povo preto e pobre é construir a luta pela vida.

Pelos nossos mortos nem um minuto de silêncio, mas toda uma vida de luta.

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