A militante estadunidense, nascida no Queens, Nova Iorque, Assata Shakur, ex-integrante dos Panteras Negras e fundadora do Exército da Libertação Negra, morreu, na última quinta-feira (25), aos 78 anos, em Havana, onde vivia em exílio desde os anos 1980. O governo cubano que divulgou a informação.
Shakur nasceu no dia 16 de julho de 1947. Ela iniciou a militância política ainda na universidade. No final da década de 1960, ingressou nos Panteras Negras. Ao longo da atuação política, participou da criação de clínicas comunitárias e programas de alfabetização, além de se aprofundar nos ideais do socialismo africano e nas discussões sobre raça e classe social.
Em 1970, tornou-se uma das lideranças do Exército da Libertação Negra, grupo de guerrilha urbana que rapidamente entrou na mira do FBI, o serviço de inteligência dos Estados Unidos. Após uma emboscada policial em 1973, foi presa e condenada à prisão perpétua. Shakur foi condenada por supostamente ter assassinado um policial durante esta abordagem. Ela relatou, depois, em publicações autobiográficas, as diversas violências que sofreu ao longo do encarceramento.
Em 1979, ela conseguiu fugir da prisão. Para isso, ela contou com apoio dos militantes do Panteras Negras. Após a fuga, Shakur recebeu asilo político de Cuba, que a acolheu nas últimas décadas. Desde então, os Estados Unidos sempre pediam sua extradição, sempre negada pelo governo Cubano
Na sua militância e das organizações revolucionárias que participou defendia a emancipação do povo negro como estratégia da lutas de liberação nacional. No seu entendimento o povo afro-americano encontrava ainda sob um domínio colonial das classes burguesas supremaciatas brancas.
Mantinha a esttatehfei de estratégia de autodefesa dos territórios negros com trabalho de base pela educação popular e de segurança alimentar das crianças negras, fazendo aumentar a capilaridade dos Panteras Negras.
Rompeu com o “socialismo real” da antiga URSS e passou a buscar referências nas lutas revolucionárias latino-americanas, africanas e asiáticas.
Assata Shakur assim como faz parte de uma longa linhagem de mulheres anarquista Lucy Parsons são parte das mulheres negras revolucionárias destadunidenses, desde a anarquista Lucy Parson que nunca tiveram tempo para ter medo. Que se ergueram contra a exploração e a opressão capitalista patriarcal e supremacista.
Assata Shakur Estará sempre presentes em nossos corações. essa foi apenas sua partida física!
