Para Além do showmício da esquerda institucional, organizar a verdadeira festa da revolta popular

Para Além do showmício da esquerda institucional, organizar a verdadeira festa da revolta popular

Por Siga Geral Autônomo do Rio de Janeiro (SIGA-RJ)

No dia 21 de setembro, esquerda institucional organizada na Frente Povo Sem Medo convocou atos de rua em diversas cidades e capitais do Brasil. A principal característica dessas manifestações foi a participação de artistas da música popular brasileira, em especial aqueles e aquelas cujas trajetórias são de luta e resistência pelos direitos democráticos.

No Rio de Janeiro a centralidade do ato foi o showmício que arrastou uma multidão para o Posto 5 na Praia de Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro. Antes dos shows e comícios ocorreu a Marcha contra a Intolerância Religiosa.

Na pauta a luta contra a anistia de Bolsonaro e cúpula das Forças Armadas que tentaram um golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023. Também estava na pauta o pedido de revogação da “PEC da Bandidagem”, isto é, da proposta de emenda constitucional que blinda os políticos que cometerem crimes.

O povo levou para as ruas a pauta pela redução da jornada de trabalho, pelo fim da 6X1 e por soberania popular. Empunhou a bandeira do “Congresso Inimigo do Povo”!

A esquerda institucional, principalmente a carioca, criou todos os meios necessários para um clima de festa capaz de conter a revolta popular, apostando no sucesso dos atos pela atração promovida pelos artistas. Por outro lado, ficou nítida, no maior ato de rua desde a pandemia, que a juventude, o povo pobre, a classe trabalhadora e a periferia desejam manifestar sua revolta diante dos desmandos dos poderosos, das injustiças, da carestia de vida, da violência, da opressão, da destruição dos nossos direitos e do avanço da exploração do nosso trabalho.

Em cidades com a presença significativa da militância da FOB o controle exercido pela esquerda institucional foi rompida. Nossa militância esteve presente nos atos em Belém, Brasília, Belo Horizonte, Corumbá e Londrina, onde foi possível formar um bloco combativo com outras forças políticas e fazer uma passeata pela cidade, apontando para uma alternativa real para o povo.

A conjuntura nos mostra o início do crescimento da indignação popular. No dia 7 de setembro, por ocasião do Grito dos Excluídos, as ruas do Centro do Rio de Janeiro foram ocupadas com um ato representativo, o maior dos últimos anos.

O povo tem sede e fome de justiça, deseja ocupar as ruas e manifestar sua revolta. Era preciso romper com imobilismo, caracterizado pelas ações do lulopetismo e das frentes como povo sem medo que diante da conciliação na Frente Ampla, tem evitado aumentar a temperatura das ruas. Nosso trabalho de base será essa fagulha. Romper o imobilismo, não deixar essa indignação se apagar e organizar as demandas populares pelo fim da escala 6×1, pelo reconhecimento do direito de posse das famílias ocupantes no campo e na cidade, por emprego e renda através de protestos como bloqueios de vias, paralisações, ocupações e greves.

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